Câmara mantém veto e lei de proteção a motoboys é aprovada sem pontos de apoio e seguro

A Câmara de **Ribeirão Preto** manteve o veto parcial do prefeito ao projeto que criava a Política de Proteção aos motoboys e entregadores. Com isso, foram retiradas as medidas que gerariam custos ao município, como pontos de apoio, seguro e EPIs, e a lei passa a valer apenas como diretrizes gerais, sem obrigatoriedade prática imediata.

A pedido do próprio autor, vereadores acataram a decisão do prefeito de retirar obrigações que gerariam custos ao município; texto final mantém apenas diretrizes gerais

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto decidiu, na sessão desta segunda-feira (9), manter o Veto Parcial nº 44/2025 ao projeto que institui a Política Municipal de Proteção Social aos Motoboys e Entregadores.

A decisão esvazia a parte prática da proposta. Com a manutenção do veto, caem as obrigatoriedades de criação de pontos de apoio (com banheiro e água), o fornecimento de seguro de vida e EPIs pelas empresas, além da implementação da “Faixa Azul” para motos.

Autor defendeu o corte Em uma articulação política para garantir a sanção do texto, o próprio autor do projeto, vereador Danilo Scochi, orientou os colegas a votarem a favor do veto do prefeito Ricardo Silva.

Segundo o parlamentar, a retirada dos trechos que gerariam despesas aos cofres públicos ou inconstitucionalidade foi necessária, mas não anula a importância da iniciativa. “Aquilo que gera custo para a prefeitura foi vetado, mas o espírito do projeto permanece”, justificou Scochi durante a sessão.O que sobrou da lei? Sem os artigos vetados, a Lei nº 15.166 passa a valer apenas como um conjunto de diretrizes e princípios. Na prática, a Prefeitura reconhece a importância da proteção aos entregadores e pode criar políticas públicas no futuro, mas não está legalmente obrigada a construir a infraestrutura ou fiscalizar o fornecimento de equipamentos de segurança neste momento.

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