O que a esquerda realmente faz no combate à violência contra a mulher?

Diante do recorde de feminicídios em 2025, o texto questiona a eficácia das políticas defendidas pela esquerda no combate à violência contra a mulher. Embora reconheça avanços como a **Lei Maria da Penha** e a **Lei do Feminicídio**, a análise critica o que considera seletividade na indignação e falhas na aplicação prática das leis, defendendo que a proteção às mulheres deve ir além do discurso e valer para todos, sem distinção ideológica.

Nesse primeiro mês do ano, foi noticiado um dado alarmante: No ano de 2025, o Brasil bateu recorde de feminicídio, e o questionamento que se passa em nossa mente inevitavelmente é: “Mas não estamos em um governo de esquerda? Que normalmente toma essa pauta e parece combater?”

Se formos analisar todas as pautas que a esquerda atua, podemos perceber que há um certo “padrão”: a esquerda aborda sobre o tema/pauta, gera identificação com o possível eleitorado, gera a crença e emoção de que eles são os defensores dos pobres e oprimidos, que todos aqueles que são mais frágeis do que a esquerda diz serem os algozes, precisam ser tutelados por eles.

O problema disso é que a esquerda sempre parece estar fazendo algo a respeito, mas não faz na prática, porque não existe o interesse para a resolução do problema, porque resolvendo o problema, eles deixam de ser necessários, e deixando de ser necessários, eles podem perder posições de poder conquistadas com o discurso.

Caso esteja confuso, vou tentar exemplificar, parece que como a violência contra a mulher se tornou uma pauta mais abordada pelos movimentos de esquerda, eles se apresentam como aqueles que se importam, e que devem lutar por essas mulheres, mas na prática, eles não resolvem de fato, porque eles precisam que o problema continue existindo, para que a dependência e voto dessas mulheres continuem existindo.

Eu preciso ser justa, a lei Maria da Penha foi proposta pelo governo executivo federal em 2006, o então primeiro governo do Presidente Lula, mas pesquisando sobre o contexto da lei, os números do Brasil eram alarmantes e preocupantes, mas antes de 2006, a violência contra a mulher era considerado crime de menor potencial ofensivo, onde as penas propostas eram a indenização da vítima com cestas básicas,

Então, em 2001, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos por negligência e omissão no caso de Maria da Penha, caso real que originou o nome da lei que conhecemos e é aplicada, mesmo que não em sua totalidade, ou com ajustes que ainda devem ser feitos, não deixa de ser um avanço.

Também precisamos dizer, que a lei do Feminicídio, também foi proposta por movimentos de esquerda, mas o que também devemos abordar, é que a aplicabilidade da lei, não é cumprida, e nem fiscalizada por esses movimentos, a esquerda acaba fazendo o movimento de criar leis e projetos para demonstrar ao público: “Olha como eu te defendo”, e na prática são os que votam contra o fim da saidinha temporária, são os defensores de bandidos, estupradores, desde que eles se enquadrem naquele discurso de vítimas da sociedade, e que não tiveram oportunidade para escolherem o caminho do bem.

Mas o que mais me incomoda na movimentação da esquerda referente a essa pauta, é o posicionamento seletivo, se uma mulher do meio artístico, com viés ideológico de esquerda, for vítima, aí são todas por uma, mas para a Antonia Ione Rodrigues da Silva, que foi assassinada pela facção criminosa ao se negar a envenenar a comida dos policiais: Silêncio.

Para mulheres que foram vítimas de agressão ou feminicídio cometidos por policiais, ou qualquer agressor que se diga de direita: Indignação e protestos, mas no caso da nora do Presidente Lula que sofreu agressão: Silêncio.

Para o caso de qualquer empresário ou empreendedor que seja agressor, novamente: Indignação e protesto, para o caso das meninas negras, moradoras de periferia, que se negaram à ter relação com o traficante, ou que tentaram terminar um relacionamento com algum membro de facção: Silêncio.

Para um caso de qualquer tipo de violência contra uma mulher com posicionamento de esquerda, indignação e protesto, mas com uma mulher com posicionamento de direita: Silêncio, para qualquer caso onde o agressor não se encaixe no padrão de vítima da sociedade, indignação e protesto, mas no caso dos psicopatas integrantes de uma facção que violentaram uma menina de 13 anos, achando que ela namorada de um membro da facção rival: Silêncio.

Não quero dizer de nenhuma forma que a violência praticada por agressores empresários, policiais, com viés ideológico de direita, não deve ser divulgada, cobrada e punidos, quero reiteirar, que a lei deve ser aplicada para todos, independentemente de ideologia, posição social, raça, credo, enfim, parece o óbvio, mas estamos vivendo tempos em que o óbvio precisa ser dito.

E para finalizar quero deixar um convite para que você observe o que acontece na prática, como as vítimas reais lidam com a burocracia, falta de informação, e com a sensação e comprovação de impunidade, e como a esquerda sempre vai ser um movimento que precisa “defender”, mas que nunca fornece as ferramentas para que a mulher se “defenda” de fato.

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